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segunda-feira, 14 de julho de 2014

AMY CARMICHAEL - MISSÃO NA ÍNDIA


AMY CARMICHAEL
 Resumo e organização: Iclea Brito

Amy Carmichael  nasceu no dia 16 de dezembro de 1867, na Irlanda do Norte. Era a filha mais velha de sete irmãos.

Amy gostava das cores e dos ruídos do mar, mas o que ela mais gostava era da cor azul. Sua mãe tinha os olhos de um azul profundo, e Amy começou então a desejar ter olhos azuis. Os seus eram castanhos e ela pensava:
-Se eu tivesse os olhos azuis seria bem mais linda! Muito mais do que ter estes olhos comuns, de cor marrom!
A pequena Amy sempre tinha ouvido falar sobre o Filho de Deus, o Senhor Jesus, e o Seu amor por ela. Sabia que Ele viera do céu à terra para morrer numa cruz por seus pecados e que Ele havia ressuscitado dos mortos. Amy ouvia isto a cada domingo, na igreja e também em sua própria casa, onde todas as noites havia culto doméstico, ocasião em que a família reunia-se para orar e ler a Bíblia.
“Deus responde as orações” Muitas vezes Amy tinha ouvido dizer isto. Pensando assim, Amy começou a orar para que os seus olhos se tornassem azuis. Uma noite Amy orou com muito fervor e fé. Ela não duvidou nem um pouquinho que o Senhor a responderia, porque “Deus sempre responde as orações”, como a sua mãe a ensinara. Assim pegou no sono.
De manhã, feliz, pulou da cama. Correu rapidamente para o espelho e o encarou ansiosa...


Olhos azuis?! Não! Era o mesmo par de olhos castanhos que, agora tristonhos, refletiam-se no  espelho. Não havia acontecido nada! Deus não respondera a sua oração! Tinha orado tanto… tinha sido boazinha, crera em Deus com tanta fé e, assim mesmo Ele não lhe respondera dando olhos azuis! Por quê?
Enquanto ela choramingava desapontada com Deus, algo importante aconteceu. Ela entendeu claramente o Senhor dizer no seu coração: Amy, a resposta é Não! Deus a estava guiando, mesmo que ela não entendesse e fosse muito pequena. Ele tinha um plano para a sua vida.
Quando Amy se tornou uma jovem, ela viajou para a Índia, como missionária. Logo que chegou naquele país, ficou ansiosa para aprender a língua indiana e assim poder falar às pessoas do Deus vivo que dera o Seu Filho para morrer numa cruz, por amor a elas. Amy queria falar da ressurreição de Jesus e dizer-lhes que, somente crendo no Salvador Jesus Cristo eles poderiam obter perdão dos pecados.  Amy tinha que se aproximar da cultura da Índia e não queria ser tratada como estrangeira. É que os estrangeiros eram proibidos de entrar nos templos e lugares de adoração pagãos. De falto a Índia era um lugar cheio de mistérios. Amy tinha certeza em seu coração que Deus lhe mostraria uma estratégia para evangelizar esse povo tão carente do amor de Jesus.

Após vários intentos Amy descobriu que ao passar pó de café no seu rosto e braços, a pele ficava morena, igual as das mulheres nativas. Para completar o disfarce, vestiu algumas roupas indianas, uma longa túnica branca de mangas curtas e um pano que cobria a cabeça.
Seus amigos missionários, ao verem-na vestida de indiana, disseram:
“ Você parece uma indiana mesmo!. É um ótimo disfarce!” Amy sorriu. Será que seu plano ousado funcionaria? Certamente ninguém desconfiaria do disfarce!
“É uma benção você ter olhos de cor castanhos e não ter nascido de olhos azuis como a sua mãe”, falou uma amiga. “Senão, você nunca passaria por uma mulher indiana!” disse a amiga sem saber de nada.
Olhos azuis? Repentinamente, Amy se lembrou da sua decepção quando criança. As lembranças ainda estavam bem vivas em sua mente. Ela se lembrou da resposta negativa do Senhor a sua petição de lhe dar olhos azuis. Agora entendia perfeitamente porque os seus olhos eram castanhos: ela iria precisar de olhos castanhos para o seu disfarce. De fato, Deus tinha dado a melhor resposta.  Amy sabia que uma estrangeira, de olhos azuis, não ousaria entrar no templo, mesmo tentando se disfarçar. Se tentasse estaria arriscando a sua vida. Mas Amy, com seus olhos castanhos, disfarçando a cor da pele e vestindo-se como indiana, não só poderia entrar como também descobrir alguns segredos religiosos da Índia.  Mas quais seriam estes segredos?

Foi disfarçada, e entrando nos templos da Índia descobriu algo terrível, era uma prática nessa cultura. Muitas crianças eram vendidas para os sacerdotes nos templos, para se casarem com ídolos de pedra. As crianças eram feitas prisioneiras, eram tiradas das suas casa e famílias para sempre! Como os ídolos eram de pedras, elas passavam a pertencer aos sacerdotes que cuidavam do templo, sendo as suas escravas! As inocentes crianças eram preparadas para uma vida de sofrimento, escravidão, pecado e violência. Crianças tratadas como animais selvagens! Amy encheu o coração de misericórdia, não parava de interceder e clamar por essas meninas e meninos! Deus colocara encargo por esses pequenos e por todas as crianças da Índia no coração de Amy.
Então começou o ministério de Amy na índia, o resgate dessas crianças dos templos e da escravidão do pecado.

Amy livrou centenas de crianças, as adotou e criou um lar em Dohnavur, um abrigo onde os pequenos encontravam amor e salvação. Também trabalhou na evangelização de mulheres,  escreveu livros e influenciou a vida religiosa e social de toda a Índia. Por causa do trabalho de Amy Carmichael, as autoridades indianas criaram leis que proibiram a escravidão das crianças em rituais pagãos no país.
Amy morou por 55 anos na Índia e lá permaneceu todos esses anos sem voltar para seu país de origem. O Senhor a chamou a sua presença aos  83 anos.

Amy, a menina que queria ter olhos azuis, aprendeu que Deus tem um plano perfeito para cada vida, e que o nosso aspecto exterior não é o que mais importa. Se não temos olhos azuis ou cabelo loiro ou alguma característica que achamos importante no nosso corpo, lembremos: Deus nos ama do jeito que somos e ele tem um plano para as nossas vidas se nos dispomos a servi-lo.  Devemos nos aceitar e amar do jeitinho que o Senhor nos fez! Devemos ter a certeza de o Senhor tem projetos maravilhosos para nossas vidas! Projetos de salvação, de evangelização, de ensino da Sua Palavra e muito mais!

 Em 1895, o livro sem palavras (LSP) foi levado à Índia por Amy Carmichael. Amy e sua auxiliar fizeram uma bandeira de cetim nas cores dourada, preta, vermelha e branca, e puseram-na no seu carro puxado por bois, indo de aldeia em aldeia divulgando o Evangelho no sul da Índia. — Um texto muito útil para um sermão de improviso — comentou Amy. Para grupos menores ela usava o pequeno livro sem palavras, ao invés da bandeira.


" Se eu não tiver compaixão pelos meus colegas, como o Senhor teve compaixão de mim, então não conheço nada do amor do Calvário. Se posso ferir o outro ao falar a verdade, mas sem me preparar espiritualmente, e sem sentir mais dor do que o outro, então não conheço nada do amor do Calvário. Se os elogios dos outros me alegram demais e acusações me deprimem; se não posso passar por mal-entendidos sem me defender; se eu gosto de ser amado mais que amar, servido mais que servir, então não conheço nada do amor do Calvário. Se quero ser conhecido como quem acertou em uma decisão, ou quem a sugeriu, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu ficar no lugar que pertence apenas a Jesus, fazendo-me necessária demais para uma pessoa, em vez de levá-la a se agarrar nele, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu me recusar a ser um grão de trigo que cai na terra e morre, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu quero qualquer lugar no mundo, a não estar no pó ao pé da cruz, então não conheço nada do amor do Calvário."Amy Carmichael



  

Saiba mais em:
http://www.apec.net.br/comprando-criancas-para-deus-p306 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A MOEDA MISSIONÁRIA


Navegando pela net encontrei esta linda história. Trata-se de uma história real, muito linda e de muita fé!

Em um domingo, uma menina chamada Bete foi à Escola Bíblica Dominical, após a lição, a professora contou à classe a respeito de uma caixa em que as pessoas da igreja deveriam encher para ajudar no ministério de sua missionária. A professora pediu, então, sugestões às crianças sobre o que poderiam colocar na caixa. As crianças sugeriram: pentes, toalhas de rosto, chá, papel e envelopes, canetas e outras coisas desse tipo...
Bete ficou muito triste depois do culto, pois era muito pobre e nada do que possuía era o bastante para poder doar. Todas as sugestões das crianças faltavam em sua casa. Ela decidiu orar para que Deus desse a ela condições de contribuir de alguma forma e saiu para brincar acreditando que Deus faria da melhor forma.
Passaram-se alguns dias e andando pela rua, Bete encontrou uma moedinha de R$0,50 na calçada. Sentiu uma alegria enorme, porque há muito tempo não tinha dinheiro algum. Caminhava sorrindo e pensando no que compraria: talvez desse para comprar quatro balas. Hum... Que delícia... Talvez chicletes, ou uma figurinha. O Espírito Santo, porém fez Bete lembrar-se da caixa missionária e do que pediu em oração e ela soube que essa moeda era a resposta de Deus para ela. Voltou para casa e guardou a moeda.
No domingo seguinte Bete levou sua moedinha e perguntou para sua professora o que poderia comprar para colocar na caixa. A professora pensou alguns instantes e quase deixou escapar um: “Nada!”, mas olhou para Bete vestida com roupinhas tão surradas e imaginou o sacrifício que a menina fizera em não gastar o dinheiro com si mesma. Disse então: “Bete, acho que podemos comprar um folheto com essa moeda!”. A professora comprou então um folheto de evangelização e o enviou à missionária juntamente com uma carta contando os detalhes do presente de Bete e pedindo-a que orasse para que Deus enviasse aquele folheto à pessoa certa. 
Várias semanas depois a missionária recebeu a caixa. Ela guardou o folheto, até que um dia viu passar o Rajá Burmes de uma aldeia distante. O Espírito Santo a fez lembrar do folheto e ela rapidamente o pegou e entregou ao Rajá que o levou e o leu três vezes, após lê-lo, porém não conseguia dormir e nem tomar café na manhã seguinte e decidiu devolver o folheto à missionária. Ela lhe disse então que se sentia incomodado por que a palavra de Deus estava mostrando que ele era pecador e que precisava ser salvo pelo sangue de Jesus Cristo, verdadeiro filho de Deus, que foi derramado na cruz por nossos pecados. Mostrando mais versículos e esclarecendo as dúvidas em pouco tempo o Rajá abaixou sua cabeça e orou com ela aceitando a Jesus como seu salvador. Mais tarde o Rajá voltou regozijando-se à sua aldeia. 
Um ano se passou e a missionária viajava e visitava igrejas quando passou em uma aldeia onde nunca havia parado e se lembrou ser a aldeia do Rajá Burmes. Decidiu parar e ver como ele estava.
Ela se espantou muito, pois quando entrou na aldeia a primeira coisa que viu foi uma igreja enorme. Ela descobriu ainda que o Rajá, ao chegar em casa, um ano atrás tinha reunido todo o seu povo e lido o folheto para eles e explicou a todos tudo o que tinha ouvido da missionária e mais de 1.500 pessoas aceitaram a Jesus também! Tudo aconteceu porque uma menininha deu tudo o que tinha a Deus. 
Ora, a moeda não foi mais importante que a oração. Ninguém precisa atravessar mares para achar pessoas que não conhecem o amor de Jesus. E não é necessário mudar de religião para conhecer a Deus. Ele quer usar cada um de nós para mostrar o seu amor. Esteja pronto para dar tudo de você a Deus e ele fará do seu pouco, muito!










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Você já falou com Deus hoje?

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